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É hora de discutir a dívida social que Maringá tem com Sarandi
Bem, mas sem querer entrar no mérito dessa questão, posto que ela ainda vai dar muito pano pra manga, quero fazer apenas algumas ponderações a respeito da condição de cidade dormitório que Sarandi exerce desde que o município foi criado por lei estadual do deputado Antônio Facci, o saudoso presidente da Academia Maringaense de Letras que nos deixou faz pouco tempo:
1 - Maringá tem uma dívida social gingantesca com Sarandi, uma vez que, por conta da sua histórica política de exclusão social, expulsou a população pobre para Sarandi e Paiçandu, este em menor escala. De acordo com levantamento da Prefeitura
(tendo como referência dados do IBGE) feito na segunda gestão Cido Spada, uma média de 70 famílias chegava a Sarandi vindo de vários cantos, a maioria do Paraná. Mas tratava-se de pessoas que deixavam seus municipios de origem para vir residir em Maringá, acreditando no eldorado. Chegando aqui, se deparavam com imóveis inacessíveis a famílias de baixa renda. Para onde iam? Se pensou Sarandi acertou em cheio.
2 - Ressalte-se que a partir da administração Ricardo Parros (89/92) o IPTU em Maringá ganhou as alturas e a especulação imobiliária inviabilizou a moradia para pessoas de baixa renda. Destino da maioria dessas famílias: Sarandi.O resultado desse processo foi o inchaço do município vizinho, que ficou com o ônus, enquanto que Maringá preservou o bônus de manter essas pessoas trabalhando aqui e consumindo aqui.
3 - A propósito do fato de boa parte da população de Sarandi trabalhar e comprar em Maringá, foi que a Coordenação da Região Metropolitana, através do João Ivo, elaborou um grande projeto visando a integração do passe de ônibus, que beneficiaria também Paiçandu. Na hora assinar o termo de anuência, visando a celebração de convênio para viabilzar a implantação do passe integrado, o prefeito Silvio Barros II pulou fora. Seus argumentos estavam respaldados na resistência da TCCC, que só aceitaria a integração numa boa, se houvesse um plus na passagem, para compensar a perda do segundo embarque do passageiro de Sarandi e Paisandu dentro de Maringá. Silvio dizia que o maringaense não poderia pagar para que o sarandiense andasse de ônibus aqui dentro, uma avaliação no mínimo absurda, porque a integração significaria a valorização do sistema de transporte coletivo entre as tres cidades conurbadas da RM. E o benefício seria também para Maringá, porque o empresariado local que busca boa parte da mão-de-obra em Sarandi e Paiçandu desembolsaria menos com o vale transporte. Some-se a isso o fato de que a maioria das empregadas domésticas que trabalha em Maringá é de Sarandi e em menor escala, Paiçandu. E quem banca a passagem? O patrão.
Então, para efeito de integração do passe de ônibus, o espírito metropolitano não vale? Mas quando se trata de Sarandi servir de depósito do lixo coletado em Maringá,aí tem que valer a lógica metropolitana?
A reação dos moradores e algumas autoridades de Sarandi é procedente e acho que este fato pode, e deve, servir de gancho para uma discussão bem profunda (e responsável)sobre a dívida social que Maringá tem para com este vizinho.
Juventude 2
Como a juventude é vista nos diferentes países da América do Sul? Como se posicionam jovens e adultos sulamericanos sobre temas morais, éticos e políticos? Quais as principais demandas e problemas dos jovens na região? Estas e outras perguntas guiaram a pesquisa “Juventude e Integração Sulamericana: diálogos para construir a democracia regional”, coordenada pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e pelo Instituto Pólis, e que ouviu, em seis países – Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Bolívia e Paraguai – 14 mil pessoas no segundo semestre de 2008. O estudo é o primeiro a comparar gerações na América do Sul (50% dos entrevistados foram jovens de 18 a 29 anos e 50% adultos de 30 a 60 anos).
Nos seis países pesquisados, os jovens compartilham com os adultos opiniões e valores semelhantes quanto a temas morais e éticos, como a legalização do aborto (as gerações pensam de modo parecido, em geral contra), a valorização do esforço pessoal para se melhorar de vida e a visão da corrupção como principal ameaça à democracia.
As gerações também se aproximam na hora de definir o que é prioridade para a juventude: jovens e adultos acreditam que o mais importante para os jovens hoje é “ter mais oportunidade de trabalho”, embora os adultos acreditem mais nas credenciais da educação do que os jovens (que valorizam mais a experiência e menos a educação como fator de ingresso no mercado de trabalho).
Alguns dos principais dados da pesquisa, relativos à juventude brasileira, são os seguintes:
Dos jovens, 43% alcançaram o ensino médio (têm o ensino médio completo e/ou incompleto);
Este índice cai para 16% entre os adultos. É alta a porcentagem (41%) dos jovens que não alcançam sequer o ensino médio. E apenas 14,5% dos jovens chegam à Universidade.
Dos entrevistados (jovens e adultos somados) brasileiros que têm formação superior, 85% usam a Internet;
Dos que têm o ensino médio, são 56% caindo para apenas 12% entre os que têm a formação primária.
A maioria dos entrevistados no Brasil considera que o mais importante para os jovens é “ter mais oportunidades de trabalho” (61%) opinião partilhada igualmente por jovens e adultos. Mais de 70% discordam da afirmação “os jovens devem apenas estudar e não trabalhar”.
O “desinteresse do próprio jovem” é apontado pelos entrevistados como a principal dificuldade para estudar (36%), seguida por falta de dinheiro para transporte e outros gastos (27%).
Indagados sobre o maior problema da juventude, a violência aparece em primeiro lugar, citada por quase metade dos entrevistados (jovens e adultos), a baixa qualidade da educação (citada por mais de um terço) e as dificuldades relativas a emprego (citada por pouco menos de um terço). A pobreza também é percebida como um dos maiores problemas, sobretudo entre os jovens com menor escolaridade.
Para a grande maioria dos entrevistados no Brasil (jovens e adultos), os jovens são considerados mais “consumistas”, mais “perigosos”, mais “violentos” e mais “individualistas” que os adultos; por outro lado, são considerados mais “criativos” e “idealistas”. Para mudar a vida pessoal jovens e adultos (somados) apostam nas intervenções ligadas à esfera privada: 44% do total de pesquisados apostam no próprio esforço pessoal, enquanto outros 27% contam com o apoio familiar. Menos de um quarto da mostra assinala opções mais sistêmicas ou estruturais (soluções econômicas e políticas governamentais).
Mais da metade (55%) dos pesquisados no Brasil indicaram, como fator de entrave à democracia no século XXI, a corrupção entre os políticos. Uma outra parcela, quase correspondente à metade dos entrevistados (47%), contudo, localiza na estrutura econômica e social, representada pela desigualdade entre ricos e pobres, a principal ameaça à democracia na atualidade.
Fonte: Carta Maior
Juventude
Como a juventude é vista nos diferentes países da América do Sul? Como se posicionam jovens e adultos sulamericanos sobre temas morais, éticos e políticos? Quais as principais demandas e problemas dos jovens na região? Estas e outras perguntas guiaram a pesquisa “Juventude e Integração Sulamericana: diálogos para construir a democracia regional”, coordenada pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e pelo Instituto Pólis, e que ouviu, em seis países – Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Bolívia e Paraguai – 14 mil pessoas no segundo semestre de 2008. O estudo é o primeiro a comparar gerações na América do Sul (50% dos entrevistados foram jovens de 18 a 29 anos e 50% adultos de 30 a 60 anos).
Nos seis países pesquisados, os jovens compartilham com os adultos opiniões e valores semelhantes quanto a temas morais e éticos, como a legalização do aborto (as gerações pensam de modo parecido, em geral contra), a valorização do esforço pessoal para se melhorar de vida e a visão da corrupção como principal ameaça à democracia.
As gerações também se aproximam na hora de definir o que é prioridade para a juventude: jovens e adultos acreditam que o mais importante para os jovens hoje é “ter mais oportunidade de trabalho”, embora os adultos acreditem mais nas credenciais da educação do que os jovens (que valorizam mais a experiência e menos a educação como fator de ingresso no mercado de trabalho).
Alguns dos principais dados da pesquisa, relativos à juventude brasileira, são os seguintes:
- Dos jovens, 43% alcançaram o ensino médio (têm o ensino médio completo e/ou incompleto);
- Este índice cai para 16% entre os adultos. É alta a porcentagem (41%) dos jovens que não alcançam sequer o ensino médio. E apenas 14,5% dos jovens chegam à Universidade.
- Dos entrevistados (jovens e adultos somados) brasileiros que têm formação superior, 85% usam a Internet;
- Dos que têm o ensino médio, são 56% caindo para apenas 12% entre os que têm a formação primária.
A maioria dos entrevistados no Brasil considera que o mais importante para os jovens é “ter mais oportunidades de trabalho” (61%) opinião partilhada igualmente por jovens e adultos. Mais de 70% discordam da afirmação “os jovens devem apenas estudar e não trabalhar”.
O “desinteresse do próprio jovem” é apontado pelos entrevistados como a principal dificuldade para estudar (36%), seguida por falta de dinheiro para transporte e outros gastos (27%).
Indagados sobre o maior problema da juventude, a violência aparece em primeiro lugar, citada por quase metade dos entrevistados (jovens e adultos), a baixa qualidade da educação (citada por mais de um terço) e as dificuldades relativas a emprego (citada por pouco menos de um terço). A pobreza também é percebida como um dos maiores problemas, sobretudo entre os jovens com menor escolaridade.